Com a fulga de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) perde força na disputa da presidência do senado.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aproveita a crise e articula propor um indulto ou uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em troca do apoio de parlamentares da direita para garantir sua reeleição ao comando da Casa em fevereiro de 2027.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o senador pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para buscar um indulto humanitário a Jair Bolsonaro.
Caso Lula não aceite, Alcolumbre avalia apoiar a tramitação de um projeto de anistia no Congresso.
A estratégia busca reduzir a pressão de parlamentares da direita — que formarão a maior bancada do Senado em 2027 com 29 cadeiras do PL — por pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco em Alexandre de Moraes.
A Lei da Dosimetria:
Como parte dos bastidores, aliados apontam que a negociação também envolve buscar no STF o reconhecimento da constitucionalidade da Lei da Dosimetria (aprovada no fim de 2025 para reduzir penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro), cuja aplicação foi suspensa por decisão de Alexandre de Moraes.
Reações e oposições.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou publicamente que a oposição não pretende negociar a situação jurídica de Bolsonaro em troca de espaço ou de apoio à reeleição de Alcolumbre, defendendo uma chapa própria com nomes como Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS).
O Palácio do Planalto e o próprio Alcolumbre não oficializaram os termos do suposto acordo, que ainda depende de articulações sensíveis entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário

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