"NU DA CINTURA PRA CIMA, SÓ DE BERMUDINHA", PROMOTOR É ACUSADO DE DÁ CARTEIRADA EM ENGENHEIRO CIVIL. ENTENDA O CASO.
Engenheiro acusa promotor de suposta perseguição após apreensão de moto em São Luís
O engenheiro civil Jefferson Castro revelou ao radialista João Filho, do portal G7MA, uma situação envolvendo o promotor de Justiça Cláudio Guimarães após a apreensão de sua motocicleta durante uma nova etapa da Operação Rolezinho, na manhã de quarta-feira (4).
Segundo o profissional, a retenção do veículo seria fruto de uma suposta perseguição. Jefferson trabalha no Centro Especializado em Reabilitação (CER) do bairro Olho d’Água, como supervisor de manutenção.
Ele diz que chegou ao trabalho no último dia 28 de outubro, quando foi abordado por um homem à paisana – que ele descreve estar somente de bermuda e sem camisa. Afirma que este seria o promotor Cláudio Guimarães, que mora nas proximidades.
O engenheiro relata que o promotor se apresentou como responsável pela operação e o ameaçou.
“Se a tua moto for presa, tu não vai tirar essa moto tão cedo de lá”, teria afirmado o promotor, segundo Jefferson.
Após o entrevero, o engenheiro soube que sua motocicleta estaria sendo fotografada e monitorada.
Em se confirmando a versão do engenheiro, o fato fica ainda mais grave.
No dia da nova etapa da operação Rolezinho, agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) fizeram campana em frente ao local de trabalho de Jefferson. Abordado, ele foi obrigado a seguir o comboio até o ponto central da fiscalização, no Elevado da Cohama, onde encontrou novamente o promotor. A justificativa apresentada para a apreensão, segundo a denúncia, foi uma irregularidade no escapamento.
Jefferson registrou dois boletins de ocorrência relacionados aos episódios. O promotor Cláudio Guimarães e a SMTT não se pronunciaram sobre o ocorrido.
Ouça o áudio com a denúncia publicada no R7 MA:
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Não será difícil encontrar câmeras de monitoramento para confirmar a abordagem de um homem "nu da cintura pra cima" e nem para provar o percurso do olho d'água até a cohama. A história, se for verdadeira, é muito absurda. Tem promotor dando carteirada e policial colaborando no abuso de autoridade.
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