Pular para o conteúdo principal

Mais prisões resolverão o feminicídio?

Mais prisões resolverão o feminicídio?


Na última semana, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) apresentou um projeto de lei que propõe uma mudança no Código Penal de 1940. 

A proposta pretende vedar a suspensão condicional da pena (o chamado “sursis”) nos casos de crimes cometidos no contexto da violência doméstica ou familiar contra a mulher, com base em sua condição de sexo feminino.

A intenção é clara e justa: combater com mais rigor os agressores e proteger as vítimas. No entanto, a pergunta que se impõe é: será que mais prisões vão de fato reduzir os casos de feminicídio no Brasil?

Vivemos em um país onde o sistema carcerário é, em muitos aspectos, uma fábrica de reincidência e violência. Encarcerar homens — muitos dos quais emocionalmente imaturos, despreparados para lidar com frustrações e conflitos afetivos — em ambientes superlotados, violentos e desumanos pode até atender ao clamor social por justiça imediata, mas dificilmente atuará sobre as causas profundas da violência de gênero.

O feminicídio é um fenômeno moderno agravado por transformações sociais que ainda não foram compreendidas por boa parte dos homens. A emancipação feminina, o fim da ideia de posse sobre a mulher e a nova configuração das relações exigem uma mudança profunda no comportamento masculino. Isso não se aprende na cela. Isso se aprende com educação emocional, diálogo, respeito e um novo modelo de masculinidade.

Não se trata de passar a mão na cabeça do agressor. Pelo contrário. Trata-se de entender que o encarceramento puro e simples, sem política de reeducação, sem acolhimento psicológico e sem uma proposta real de reintegração, pode apenas adiar (ou agravar) o problema.

Sou Rogério Alves, e luto por uma sociedade mais igual, onde homens e mulheres aprendam a conviver sem medo, sem violência, e com respeito mútuo. 

Mais do que aprisionar corpos, é preciso libertar consciências.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CPI DO INSS

 Para quem viajou para Marte e não sabe quem é o Careca do INSS leia a matéria CARECA DO INSS PRESO . Para quem já leu, eu lembro que a Senadora Eliziane Gama bateu boca com o presidente da CPMI quando ele levantou suspeitas sobre sua irmã ( relembre aqui ) Só pra fechar o momento TBT eu lembro que um deputado estadual e um senador do Maranhão também estão sendo acusado dessa roubalheira. Veja a seguir.  A investigação começou na Controladoria Geral da União e ganhou força na CPMI do INSS. null Dep.Estadual Edson Araújo  A grande espectativa é se a CPMI terá sessão presencial no Maranhão a pedido de Duarte Júnior (PSB) e se o deputado estadual Edson Araújo será investigado ( LEIA AQUI ).  Senador Weverton Rocha  Ao todo, 19 pessoas seguem sob investigação e até o senador  Weverton Rocha  pode está envolvido no esquema, segundo denúnciado deputado Kim Kataguiri.  SAIBA ➕️ AQUI.

CPMI DO INSS

Ex-dirigente do INSS nega ter cometido irregularidades em depoimento à CPMI Em depoimento à CPMI do INSS, o ex-coordenador Jucimar da Silva negou participação na autorização de descontos associativos, afirmando atuar apenas na folha de pagamento.  Ele disse não ter indicação política e que seus pareceres eram técnicos.  O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), contestou, citando saltos nos descontos ilegais e pareceres favoráveis a entidades investigadas, como Conafer e Contag. Suspenso da função por ordem da Justiça, Jucimar reiterou que não tinha poder decisório. Ouça a reportagem da Rádio Senado:

BOULOS CONTRARIA JANJA

  Boulos contraria Janja e bateu o martelo sobre quem comandará a Secretaria de Juventude, pasta mais importante de seu ministério. A escolhida foi a pernambucana Vitória Genuíno, integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ou seja, a nova comandante da Juventude será do grupo Boulos. S egundo fontes do Palácio do Planalto, Janja tentava, desde o início do terceiro mandato do marido, emplacar como secretário o influenciador René Silva, fundador do jornal comunitário “Voz das Comunidades”. Agora é esperar pra saber se a primeira dama vai aceitar essa puxada de tapete.