Com experiência política e trajetória pelos Três Poderes, Ministro tem chamado atenção por conta de seus posicionamentos mediador e temas polêmicos entre os ministros.

O jornalista Raimundo Borges, de O imparcial, fez uma análise do mais novo integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-governador do Maranhão, ex-senador, ex-deputado e ex-ministro da Justiça, ninguém menos que o maranhense Flávio Dino.
Ele tem ganhado destaque dentro e fora da Corte Suprema pelos temas polêmicos que puxou para o debate. O mais recente foi o de articulador da saída do ministro Dias Toffoli da relatoria da investigação sobre o escândalo do Banco Master.
Segundo o analista da CNN Matheus Teixeira, Dino foi considerado peça-chave na construção de um acordo que evitou o agravamento da crise interna no tribunal, pelo qual Toffoli aceitou deixar o caso Master, permitindo um novo sorteio da relatoria, que caiu no colo do ministro André Mendonça.
“Tinha uma divisão interna sobre a validade jurídica desse relatório da Polícia Federal, uma vez que a leitura de parte dos ministros era a de que o próprio presidente, Edson Fachin, devia ter recebido e rejeitado de pronto, porque não existe a Polícia Federal levar esse tipo de pedido, na leitura dos ministros, para o Supremo Tribunal Federal”, relatou o analista. “Mas outros ministros entendiam que, apesar da questão controversa do aspecto jurídico, o Supremo tinha, sim, que dar uma resposta conjunta sobre o tema.”
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Mudou a posição de Toffoli
Um julgamento sobre o relatório da PF poderia expor ainda mais o racha interno e agravar o clima ruim já instalado. Foi nesse contexto que Flávio Dino propôs uma solução intermediária:
todos os ministros fariam um apoio público a Dias Toffoli, em um gesto de unidade do Supremo, mas, em contrapartida, Toffoli deixaria a relatoria do caso.
A proposta de Dino foi aceita, inclusive por Toffoli, que havia afirmado não ter motivos para deixar a relatoria.
Até poucas horas antes de recuar, Toffoli ainda despachava e tomava decisões importantes no caso, ao determinar à PF o envio de todas as provas para o STF.
A habilidade demonstrada por Dino, somado a luta contra o orçamento secreto e agora, contra os penduricalhos, mostra que a escolha feita pelo presidente Lula ao indicá-lo para o cargo não foi apenas uma opção partidária.
Na época, Lula afirmou publicamente que queria alguém com experiência política e capacidade para lidar com momentos delicados de crise e ao que parece, Flávio Dino pode conseguir devolver credibilidade ao STF que se encontra desacreditado pela maioria do povo brasileiro.
Seja de direita ou de esquerda, você tem que admitir que tem valor quem luta contra a corrupção no Congresso e no serviço público em geral.
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