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ELEIÇÕES 2026 - GOVERNO DO MARANHÃO



A Força da Máquina Pública: Orleans cresce e ultrapassa Lahesio Bomfim na corrida eleitoral de 2026

Na política tem um ditado popular que diz: quando você ver um jaboti trepado ou é enchente ou mão de gente.

Pois o cenário eleitoral para 2026 no Maranhão começa a se desenhar, e os números da mais recente pesquisa divulgada nesta segunda-feira (23) acendem um sinal claro: a força da máquina pública estadual está jogando pesado.

O secretário de Estado para Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, surge como um nome em ascensão, mesmo sendo até pouco tempo um completo desconhecido da maioria dos maranhenses no campo político. 

Na pesquisa, Orleans aparece com 23,26% das intenções de voto, superando o ex-prefeito e fenômeno das eleições de 2020, Lahesio Bomfim, que agora marca 18,25%.

Quem lidera, até aqui, é o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com 36,24%, mantendo-se firme no topo. O vice-governador Felipe Camarão (PT) também aparece na disputa, com 10,98%, tentando consolidar uma terceira via. Ainda, 3,99% dos entrevistados afirmaram que não votariam em nenhum dos pré-candidatos, e 7,28% não souberam ou não quiseram responder.

O crescimento meteórico de Orleans não é obra do acaso. É reflexo direto da utilização da estrutura estatal. Como secretário de Assuntos Municipalistas, ele transita constantemente pelos municípios maranhenses, distribuindo convênios, obras, benefícios e fortalecendo alianças políticas. Na prática, representa a extensão do próprio Palácio dos Leões no interior do Estado.

Essa movimentação revela a potência da máquina pública estadual, que, historicamente, sempre teve grande influência nas eleições do Maranhão. O sobrenome Brandão, a vinculação direta com o governador e o acesso aos recursos públicos vêm moldando uma candidatura que, até pouco tempo, parecia improvável.

Por outro lado, o desempenho abaixo das expectativas de Lahesio Bomfim, que até então era visto como o grande nome da oposição, demonstra que, sem estrutura e sem o mesmo palanque de 2022, o caminho para ele se torna mais difícil.

O jogo está lançado. A força da máquina estadual se impõe, e Orleans, mesmo sem histórico eleitoral próprio, vai ocupando espaços e ameaçando romper de vez o domínio dos tradicionais nomes da oposição. A eleição de 2026 promete ser uma das mais emblemáticas da história política do Maranhão, onde mais uma vez se testará o peso da caneta governamental frente à chamada "vontade popular".

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