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ESPAÇO ABERTO

Se você acha que só a política que gira o mundo, você deveria prestar mais atenção em que manda na política, nos empregos, quem garante o futuro financeiro do planeta.

Quem atentou para isso foi Junior Pacifico de Paula quando apresentou nesse artigo, quem são os verdadeiros donos do poder.

O Espaço Aberto dessa semana vem especialmente publicado na quarta-feira, então relaxa com a leitura e descubra...


QUEM REALMENTE MANDA NO PLANETA?

Junior Pacifico de Paula – Engenheiro – Empresário – Ambientalista


No mês de junho de 2025, uma notícia de ordem econômica causou um espanto e uma euforia nos mercados financeiros internacionais. Pela primeira vez na história, uma empresa americana chamada Nvidia, que fabrica Unidades de

Processamento Gráfico (CPU) e trabalha com IA (Inteligência Artificial), chegou ao incrível valor de mercado de US$ 4 trilhões, tornando-se, assim, a empresa mais valiosa do mundo. A título comparativo, este valor equivale duas vezes o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, que é a décima maior economia do mundo.

A primeira multinacional que se tem notícia foi a Companhia Holandesa das Índias Orientais, criada no século XVII, por um grupo de empresários dos Países Baixos (Holanda), com o apoio do governo, para comercializar com a Ásia. Foi a primeira empresa a emitir ações e negociá-las na bolsa de valores – uma verdadeira revolução. Hoje, as multinacionais não precisam mais dos governos, não conhecem fronteiras nem regimes políticos e transformaram o mundo em uma aldeia global. Seus tentáculos estão disseminados por todo o planeta.

A concentração de poder e riqueza é tamanha que as principais empresas do setor tecnológico – Apple, Google, Microsoft, Facebook e Amazon – detêm um percentual assustador de monopólio no mercado global. O Google, por exemplo, controla cerca de 88% do mercado de publicidade on-line no mundo, o Facebook e o WhatsApp dominam aproximadamente 70% das redes sociais acessadas por dispositivos móveis, a Amazon por sua vez, abocanha 70% da fatia do mercado de livros eletrônicos.

As 10 empresas mais valiosas do mundo são: Nvidia, Apple, Microsoft, Google, Amazon, Meta, Tesla, Berkshire Hathaway, Saudi Aramco, e a PetroChina. Todas valem individualmente mais de um trilhão de dólares – praticamente o dobro do PIB da Argentina.

O Poder destas megacorporações é imenso, principalmente em razão de do seu poderio econômico, que praticamente aniquila os concorrentes menores, eliminando assim a concorrência saudável no mercado.

É notória a concentração de empresas de alta tecnologia nesta lista, são as Big Tech – empresas detentoras de tecnologia de ponta, que investem milhões de dólares em inovações e que, muitas vezes, exercem mais influência do que os próprios governantes dos países de suas origens.

Na década de 1960, o filósofo canadense Marshall McLuhan criou o termo “aldeia global”, antecipando um mundo totalmente interconectado, que não haveria mais fronteiras físicas ou grandes distâncias e isolamento geográfico. Ele previu a Era Digital – esse tempo em que vivemos agora – em que tudo acontece em tempo real, graças às tecnologias de comunicação, o futuro já chegou! E as grandes multinacionais do setor sabem aproveitar de forma contundente esta nova era e ganhar muito dinheiro com o conhecimento que desenvolveram.

As Big Techs cresceram tanto que, atualmente, detêm os dados de metade da população mundial. Elas sabem do perfil de cada consumidor: nome, filiação, onde moram, qual religião, quais os gostos e preferências, onde passam férias, qual time de futebol torcem. Enfim, nossa identidade pessoal não é mais própria, pois pertencem ao mundo digital, até a íris dos nossos olhos é compartilhada entre as empresas.

O grande risco para o mundo, relativos ao poder destas empresas transnacionais são: a grande concentração de poder econômico, a diminuição da soberania das nações pobres e a exploração exacerbada de recursos naturais com reflexos diretos na questão do meio ambiente.

Se, por um lado, as multinacionais geram crescimento econômico, criando empregos e desenvolvendo novas tecnologias, há um lado sombrio, especialmente no que diz respeito à legislação ambiental e trabalhista, que costuma ser desrespeitada, sobretudo nos países mais pobres.

No Brasil, das 100 maiores empresas por faturamento bruto, 46 são multinacionais. Elas atuam, principalmente nos setores farmacêuticos, indústria automobilística, mineração, logística e telefonia

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